Na primeira edição do Google It será abordado o tema da violência e abuso que andam ocorrendo nas universidades. O Google It funcionará da seguinte maneira: a cada edição, serão postados prints retirados da pesquisa do Google em relação ao tema abordado.
Fazer a Faculdade de Medicina da USP é uma das minhas prioridades na vida. Daqui a exatos quatro anos, pretendo fazer o Enem, passar e realizar o meu sonho de conseguir um diploma em medicina. No mercado de trabalho brasileiro, dizer que você é um médico formado na USP automaticamente te torna em um médico renomado, que trará a você as melhores oportunidades de emprego nos melhores hospitais. Além de que o sonho de qualquer pai é que seu filho entre para alguma faculdade pública, para não ter de "pagar um absurdo da mensalidade da faculdade".
O único porém que tenho em relação em entrar na FMUSP não são as noites em claro que terei de passar estudando ou o nervosismo no dia do exame do ENEM; é a recepção de calouros (principalmente as meninas) na universidade, que me faz repensar se quero ir mesmo para a FMUSP.
Há algumas semanas, algumas notícias andaram circulando sobre casos de assédio sexual na Faculdade de Medicina e eu decidi pesquisar mais sobre o assunto, pois percebi que a USP estava silenciando-se sobre o mesmo. Encontrei uma matéria do site www.ponte.org, na qual contém relatos de estudantes de que já sofreram abuso na universidade e, mesmo denunciando, os responsáveis pela administração da faculdade tentam abafar o caso, dizendo que o caso é consensual (praticamente alegando que a culpa é da vítima) e silenciando-se para "não manchar a imagem da instituição". Concluí que isso é uma falta de respeito com as vítimas e que os responsáveis pela administração já "mancharam a imagem da instituição" só pelo fato de não resolverem o caso dos estudantes e calaram-se sobre o mesmo. Se procuramos USP na barra de procura do Google, encontraremos algumas notícias como estas:
Com toda certeza, a imagem da instituição já está manchada.
Porém, dizem que já foi montado um Conselho - constituído por professores, funcionários e alunos da USP - para resolver todos os casos de violência sexual, castigos físicos e preconceito que ocorrem no Campus da universidade.
A dúvida que me resta é que se essa situação ainda continuará daqui a quatro anos. Será que ela melhorará ou piorará? Será que o governo de São Paulo irá se interferir contra o que anda ocorrendo na universidade ou todos continuarão calados sobre o assunto? Seria uma realização muito grande se pudesse estudar em uma das melhores universidades de Medicina do mundo, mas talvez não seja possível por conta do medo que sinto em enfrentar situações como essas: ser violentada, tentar obter alguma ajuda e ser ridicularizada por outros estudantes. Se continuar assim, é provável que eu vá procurar uma universidade onde não há tantas situações assim (pois todo lugar tem) ou que eu vá fazer intercâmbio pelo Ciências Sem Fronteiras, porque não conseguirei me tranquilizar se estiver estudando em um local onde até mesmo os diretores de uma universidade podem me violentar.




Paulista. Ariana. 13 anos. Pode-se dizer que é cabeça dura, mas coração mole. Suas maiores paixões são a culinárias, música, literatura e a Lola, sua cadela. Em uma década, já passou por vários momentos no qual uma pessoa que já viveu nunca pensou em passar. Enfim, só sei que nada sei.
Nenhum comentário:
Postar um comentário